Por que houve nos últimos 60 anos um declínio da participação da PEA população economicamente ativa no setor primário em todo o mundo?

Demográfica e economicamente falando, existe uma série de termos utilizados para mensurar e estabelecer estatísticas sobre as características socioeconômicas e espaciais de um país ou território. Um dos mais importantes é o conceito de População Economicamente Ativa (PEA).

Existem várias definições sobre o que seria, precisamente, a População Economicamente Ativa. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) define a PEA como a mão de obra com a qual o setor produtivo pode contar, ou seja, é o número de habitantes em idade e condições físicas para exercer algum ofício no mercado de trabalho.

Nessa conceituação, a População Economicamente Ativa envolve aquilo que o IBGE classifica como população ocupada e população desocupada. O primeiro termo refere-se aos que possuem algum ofício em um período de referência, sendo esse ofício remunerado, não remunerado, por conta própria ou como um empregador. Já o segundo termo refere-se ao grupo de pessoas que não possuem emprego e que estão aptas a trabalhar, tendo realizado algum mínimo esforço para tal.

Dessa forma, em uma definição mais simples, costuma-se dizer que a PEA é a população empregada ou que possui condições de trabalhar e que realiza algum esforço para isso. Consequentemente, a População Não Economicamente Ativa refere-se às pessoas não classificadas como ocupadas e desocupadas, isto é, aquelas que não possuem idade, interesse ou condições de exercer algum ofício.

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A classificação da idade para o enquadramento na PEA varia de país para país. Em alguns lugares, engloba-se a população que possui de 10 a 60 anos. No Brasil e também em muitos outros países, a idade mínima é de 15 anos. Portanto, além de um conceito econômico, trata-se também de um termo demográfico.

Em países subdesenvolvidos ou em boa parte dos emergentes, a pirâmide etária indica – quase sempre – uma população predominantemente jovem, em face das elevadas taxas de natalidade e mortalidade. Nesses locais, a PEA apresenta-se em grande quantidade, o que é o mesmo que uma mão de obra farta e barata, ocorrência que atrai muitas empresas. Em alguns países emergentes e na maioria dos desenvolvidos (sobretudo da Europa), há um envelhecimento populacional que resulta das baixas taxas de natalidade, mortalidade e alta expectativa de vida. Com isso, proporcionalmente, a PEA é muito baixa, o que pode comprometer suas economias.

O Brasil vem assistindo a uma gradativa redução de sua População Economicamente Ativa, graças a essas mesmas mudanças demográficas. Recentemente, o país deixou de ser considerado “jovem” e passou a ser classificado como “adulto”, graças ao processo de envelhecimento populacional, ou seja, a elevação da média de idade no território nacional.

Para saber mais sobre a População Economicamente Ativa do Brasil, acesse aqui!

Graduado em Geografia (Centro Universitário Fundação Santo André, 2014)

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A População Economicamente Ativa (PEA) é formada pela população trabalhadora com idade entre 10 e 65 anos (no Brasil) que recebem remuneração salarial pela venda de sua força de trabalho, incluindo também as pessoas que estejam temporariamente desempregadas. Há países com maior desenvolvimento econômico que consideram integrantes da PEA as pessoas entre 15 e 60 anos. Também é contabilizada a População Economicamente Inativa (PEI) que se encontram as crianças com menos de 10 anos, aposentados, idosos e pessoas desempregadas que não estão em busca de emprego.

Sendo assim há duas classificações feitas pelo IBGE que determinam as pessoas integrantes da PEA como População Ocupada e População Desocupada. A População Ocupada se refere as pessoas que trabalham, sendo divididas entre:

  • Empregados: pessoas que trabalham para alguém, com jornada de trabalho em troca de remuneração econômica, podendo ser em dinheiro, moradia, alimentação, etc. Nessa categoria também estão os militares e cargos relacionados à igreja;
  • Empregadores: pessoas que exploram atividade econômica de outra, ou exercem algum oficio que necessitem de auxílio de um empregado;
  • Conta Própria: pessoas que exercem alguma profissão sem auxílio de empregados;
  • Não Remunerados: pessoas que trabalham menos de 15h por semana e que não recebem salário de fato pelo oficio, sendo considerados estagiários e aprendizes.

A população Desocupada se refere as pessoas que se encontram temporariamente desempregadas, mas que estejam em busca de algum ofício.

A PEA está distribuída entre os três setores da economia:

  • Setor Primário: aquele em que se encontram as atividades ligadas diretamente à matéria prima, como a agricultura, pecuária e extração mineral e vegetal;
  • Setor Secundário: aquele em que se modifica a matéria prima, como as indústrias e a construção civil;
  • Setor Terciário: aquele em que há relação interpessoal, como as prestações de serviço (médicos, advogados, professores, etc) e o comércio.

A quantidade de população economicamente ativa em cada setor é o que determina as características econômicas do país, ou seja, se a maior parte da população estiver trabalhando em atividades ligadas ao setor primário, aquele país é considerado rural.

Essas diferenças entre a distribuição da população economicamente ativa pelos setores da economia está presente na categorização dos países mais desenvolvidos e os menos. Nos países com a economia mais avançada, os mais desenvolvidos, há uma concentração da PEA no setor terciário da economia, devido à alta mecanização dos campos e da indústria, com base nos avanços tecnológicos disponíveis no país. Essa transição entre os setores da economia é a forma mais expressante para indicar a classificação de desenvolvimento econômico. Os países com menor desenvolvimento apresentam uma maior parcela da PEA concentrada nos setores primário e secundário, e no caso do setor terciário há uma grande quantidade de trabalhadores entre o mercado informal, caracterizando os chamados subempregos, como camelôs, ambulantes, etc. Os que apresentam maior parcela no setor primário são os países com baixa industrialização, sendo os com os mais baixos níveis de economia.

Tanto os países mais desenvolvidos como os menos sofrem atualmente com o desemprego, característico da automação em massa dos três setores da economia, mobilizando novas formas de trabalho para suprir o mercado de trabalho e a colocação da PEA.

Bibliografia:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme/pmemet2.shtm acessado em 14/11/2016.

ALMEIDA, Lucia Marina Alves de – Geografia: geografia geral e do Brasil, volume único – São Paulo: Ática, 2005.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/geografia/populacao-economicamente-ativa/

Por que houve nos últimos 60 anos um declínio na participação do setor primário em todo mundo?

Assim, quando se diz que houve um declínio do setor primário, podemos entender que isso foi causado, principalmente, pela mecanização do campo, assim como pelo fato de que, nesse período de tempo, os outros setores cresceram mais, à medida em que os países foram se desenvolvendo.

Como é a participação da PEA população economicamente ativa no setor?

Ainda segundo o IBGE, do total da população ativa no Brasil, pouco mais de 20% encontram-se no setor primário, 21%, no setor secundário; e 59%, no setor terciário.

Como è a participação da PEA população economicamente ativa no setor primário da Europa?

Como é a participação da PEA (População economicamente ativa) no setor primário da Europa? RESPOSTA: A população economicamente ativa (PEA) empregada nas atividades primárias — agricultura, pecuária, extrativismo etc. — é pequena se comparada aos demais setores da economia.

O que é população economicamente inativa PEA?

A População Economicamente Inativa (PEI) é o conceito utilizado para classificar o grupo social de pessoas que não integram o mercado de trabalho. Os membros do PEI não trabalham devido a idade e, por esse motivo, não fazem parte do setor produtivo.