Quem é o dono da jbs

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS (das marcas Friboi e Seara), fizeram sua estreia no ranking mundial de bilionários da revista "Forbes" em 2019. Cada um tem uma fortuna estimada em US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 4,9 bilhões). Eles aparecem na 1.717ª posição mundial e na 48ª colocação entre os brasileiros.

Em maio de 2017, Joesley foi o pivô de uma das maiores crises no governo do então presidente Michel Temer, no episódio que ficou conhecido como "áudio da JBS". O empresário divulgou a gravação de uma conversa com Temer em que ele supostamente dá aval à compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Posteriormente, a Câmara rejeitou as denúncias contra Temer feitas com base na delação da JBS.

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Os irmãos Batistas passaram de delatores a investigados na operação Lava Jato. Em 2017, os dois foram presos e liberados diversas vezes sob acusações de corrupção. Atualmente, estão em liberdade.

As revelações dos irmãos Joesley e Wesley Batista em delação premiada trouxeram denúncias contra o presidente Michel Temer e criou pânico nos mercados financeiros. Os empresários viram seu negócio se expandir nos últimos anos com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O faturamento do frigorífico saltou de R$ 4 bilhões em 2006 para R$ 170 bilhões em 2016.

Quem é o dono da jbs

A JBS é hoje considerada a maior empresa do mundo em produtos de origem animal

Os donos da JBS também têm negócios em outros setores, reunidos na holding J&F Investimentos. A J&F Investimentos se anuncia como o "maior grupo econômico privado do país", empregando mais de 260 mil pessoas em mais de 30 países. A J&F já teve como presidente do conselho o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Os dois irmãos se dividem na operação do grupo. Joesley é o presidente da holding e Wesley comanda o JBS.

Crescimento exponencial

A história da JBS começou em 1953 com o açougue A Mineira, fundado por José Batista Sobrinho (cujas iniciais formam a sigla JBS), pai de Wesley e Joesley Batista, os atuais donos do conglomerado. A empresa adotou o nome Friboi quando passou a atuar com frigoríficos e cresceu comprando outras unidades na década de 90. As primeiras exportações de carne in natura vieram somente em 1997.

O grande salto se deu a partir de 2007, quando a empresa decidiu abrir o seu capital, mudou o nome de Friboi para JBS e deu início a um processo de internacionalização com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A JBS foi uma das beneficiadas pela chamada política de campeões nacionais do BNDES, que tinha como premissa financiar a internacionalização de grupos brasileiros. Além de financiar o grupo, o BNDES comprou uma participação na JBS por meio da BNDESpar – braço do banco estatal que compra participações em empresas. A operação que é investigada pelo Tribunal de Contas da União. Hoje o BNDES é dono de 21% da JBS.

Capitalizado com crédito e dinheiro dos novos sócios, o JBS foi às compras. Em março de 2007, o grupo anunciava a compra da norte-americana Swift por US$ 1,4 bilhão, se tornando a maior empresa do mundo de alimentos de origem bovina.

Começava a partir daí uma trajetória de rápida expansão internacional, que incluiria a aquisição de outras gigantes como a Pilgrim´s Pride (empresa de frangos nos EUA) e do frigorífico brasileiro Bertin e da Seara, passando a ser também a maior produtora global de carne de aves.

Wesley Batista, ao lado de Roberto Carlos e Tony Ramos, durante lançamento de campanha da Friboi em 2014 — Foto: Darlan Alvarenga/G1

Em 2014, a JBS se tornou a segunda maior empresa do setor de alimentos do mundo, ficando atrás apenas da Nestlé, totalizando um faturamento de cerca de R$ 120 bilhões, com um aumento de 30% nas venda.

Em 2016, a receita líquida da JBS somou R$ 170,38 bilhões, alta de 4,6% ante o registrado no ano anterior, ficando à frente da Vale (R$ 94,6 bi), Ultrapar (R$ 77,3 bi) e Ambev (R$ 45,6 bi), segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica.

Negócios além da carne

Com o crescimento acelerado dos negócios, os donos da JBS em 2012 um holding para atuar em outras áreas de negócios, a J&F Investimentos. A última grande aquisição foi anunciada em 2015, ao comprar da Camargo Corrêa o controle da Alpargatas, dona de marcas como Havaianas e Osklen por R$ 2,66 bilhões. Veja os outros negócios da JBS:

  • Vigor (produtos lácteos)
  • Flora (produtos de higiene e limpeza)
  • Eldorado Brasil (celulose)
  • Banco Original (instituição financeira)
  • Âmbar (Energia)
  • Alpargatas (calçados e vestuário)
  • Oklahoma e Floresta Agropecuária (setor de agronegócios)
  • Canal Rural (emissora de televisão)

No mundo dos negócios, os irmãos Batista se cercaram de executivos do alto escalão. Um dos principais trunfos foi a atração de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central no governo Lula e atual ministro da Fazenda, para o cargo de presidente do conselho consultivo da J&F em 2012 (ele renunciou à função quando voltou ao governo Temer).

Meirelles comandou a transformar o Banco Original, até então uma pequena operação voltada para o crédito rural, em um banco de negócios digital.

Joesley Batista e Henrique Meirelles, em foto de 2012, quando o atual ministro presidia conselho consultivo da J&F — Foto: Darlan Alvarenga/G1

Executivos como o egípcio Tarek Farahat, um dos responsáveis pelo salto da Procter & Gamble no Brasil, assumiu o marketing global da JBS em 2015. Outro que entrou para o grupo foi Enéas Pestana, ex-presidente do Pão de Açúcar.

A aproximação dos Batista com o mundo político sempre foi forte. Nas eleições de 2014, o grupo também chamou a atenção ao contribuir com mais de R$ 300 milhões, se tornando uma das maiores doadoras de campanha do país.

Alvo de operações da PF

Em 2016, o grupo chegou a trocar temporariamente a presidência depois que a Justiça impediu Wesley e Josley Batista de exercer cargos executivos, como consequência da operação Greenfield, que investiga aportes de fundos de pensão na Eldorado, empresa de celulose do grupo.

Outro abalo foi a operação Carne Fraca, que derrubou o valor das ações da empresa e obrigou também o adiamento do plano de lançamento de um IPO nos EUA da subsidiária JBS Foods International, inicialmente previsto para o 1° semestre.

No último dia 12, a PF deflagrou a Operação Bullish, que investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES à JBS. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em 1,2 bilhão

O BNDES decidiu abrir no dia 16 de maio uma comissão de apuração interna para avaliar todas as operações realizadas pelo banco com a JBS.

Plano de IPO nos EUA

Em teleconferência para analistas no último dia 16, Wesley Batista afirmou que ainda vê o segundo semestre como uma janela para a realização do IPO, mas ressaltou que o negócio ocorrerá quando a avaliação da subsidiária pelos investidores não for afetada por assuntos como as operações da PF.

De acordo com Batista, a Carne Fraca teve um impacto relevante não apenas do ponto de vista de volumes processados, mas também de custos (custo maior de abate, comunicação e publicidade) e preços, o que afetou a margem do primeiro trimestre.

A JBS fechou o primeiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 422,3 milhões, revertendo resultado negativo de R$ 2,64 bilhões apurado um ano antes.

Quem é o atual dono da JBS?

Joesley Batista está na lista de bilionários da Forbes 2021. Segundo a revista, o empresário tem uma fortuna estimada em US$ 2,9 bilhões. Montante que o coloca na 1064ª posição do ranking. Com a carreira voltada para JBS, Joesley, junto de seus dois irmãos mais velhos, tem grande influência no crescimento da empresa.

Quem é o maior acionista do grupo JBS?

A J&F Investimentos, holding da família Batista, adquiriu formalmente 100% da FB Participações, uma holding de investimentos no Brasil que é o acionista majoritário da JBS, com 43,97% do processador multinacional, segundo o site da JBS.

Qual a fortuna do dono da JBS?

Desde então, a fortuna dos irmãos Batistas só cresceu. Hoje, eles figuram entre os empresários mais ricos do país e ocupam a 11ª posição na lista da Forbes divulgada em abril. O patrimônio líquido deles é de R$ 19,9 bilhões. No ranking global, os irmãos estão na 665ª posição entre os empresários bilionários do mundo.

Quais empresas a JBS comprou?

JBS (JBSS3) conclui compra de empresa e anuncia centro de inovação; veja os destaques do Radar.
JBS (JBSS3) ... .
Cosan (CSAN3) ... .
BB Seguridade (BBSE3) ... .
Assaí (ASAI3) ... .
Enauta (ENAT3) ... .
PetroRio (PRIO3) ... .
Méliuz (CASH3) ... .
Neoenergia (NEOE3).